segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Triunfo na Biblioteca


Assistimos no domingo (26/09) ao vídeo que o Daniel Ignacio fez sobre Triunfo, segundo distrito de Madalena. A história, baseada em fatos reais, é encantadora. Aconteceu no século 19, quando o lugar ainda se chamava Itapoá. Uma epidemia de febre amarela dizimava a população. Uma mulher misteriosa, que ninguém sabe bem de onde veio, prometeu a São Pedro que ergueria uma capela em sua honra se o sofrimento terminasse, se ele permitisse ao povo “esse triunfo”. Dito e feito. Itapoá se tornou a vila de São Pedro do Triunfo.

Daniel, que cresceu ouvindo essa história, entrou pela primeira vez num cinema quando já era adulto. Teve que viajar a Macaé, pois não há cinemas em nossa região. Meteu na cabeça que ia fazer um filme. Em 2008, ele soube que o Ministério da Cultura selecionava projetos de moradores de cidades de até 20 mil habitantes. Inscreveu-se e foi selecionado. Largou o emprego e passou 15 dias no Rio aprendendo as técnicas básicas da arte cinematográfica. “Não foi nada fácil. Gastava horas escrevendo o roteiro, quando mostrava ao professor ele dizia: ‘Está uma porcaria, escreve de novo’”.

Na Biblioteca, Daniel nos contou a aventura que foi fazer um filme de época, que exigiu cuidadosa reconstituição de cenários e figurinos, e usando os amigos e vizinhos como atores. Às vezes, no meio da gravação, passava um carro de som com propaganda política e eles tinham que recomeçar tudo. Toda a população de Triunfo e adjacências se mobilizou, até as cozinheiras que fizeram a comida de atores e técnicos trabalharam de graça. Mas valeu a pena. O vídeo “Triunfo – O início de uma tradição” tem sido exibido em todo o Brasil no Circuito Revelando os Brasis.

Da gostosa conversa com Daniel participaram também a Cecilia, diretora da Escola Corregio de Castro, que faz um criativo trabalho educacional em Triunfo; o Cleiton, filho da Cecilia; e o Ciro, que ajudou muito na produção do filme do Daniel. Aliás, o Ciro deu um grande presente à nossa Biblioteca: uma pequena câmera digital de vídeo, com a qual nós também vamos fazer um filme. Daniel vai nos ensinar a editá-lo. Certamente não vai ser tão bom quanto “Triunfo – O início de uma tradição”, mas já será um começo, não é mesmo?

Em tempo: a foto aí de cima foi feita pela Carine. Valeu, Carine!

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Luz, câmera, ação!


Nossa próxima atividade, no domingo 26, vai ser uma oficina de video. O Daniel Ignacio vem lá de Triunfo para mostrar o video que ele fez e que foi premiado num festival.
Depois da exibição, vamos bater um papo com o Daniel sobre como é esse negócio de fazer filmes. E numa próxima oficina vamos fazer... um filme! Pois é, o Daniel prometeu que vai ensinar tudo pra gente.
Vamos nos divertir e aprender mais algumas novidades! Quem sabe descobriremos aqui novos talentos para o cinema brasileiro!

domingo, 29 de agosto de 2010

Serviço completo

As quatro histórias criadas pela galera do Dezessete na nossa oficina de julho, Brincando com as Palavras, agora ganharam ilustrações feitas pela mesma turma. Cada um escolheu a história que queria ilustrar e depois todos votaram, democraticamente, para escolher as melhores. Os vencedores foram Roberta (“A princesa e o rei”), a dupla Thainá/Vinícius ("O ursinho panda"), Bruna ("O Chapeleiro") e Jackson (“O Morto-Vivo”).
No post a seguir, republicamos cada história com sua respectiva ilustração. Vejam como ficaram bacanas!

Histórias desenhadas

Relembrando: os autores são Thainá, Davi, Jussara, Bruna, Roberta, Camila, Edinalva, Mara, Maria do Carmo, Jackson, Vinícius, Maria Aparecida, Vítor, Adimilsom, Ediane, Carine e Letícia.

A princesa e o rei
Ilustração de Roberta
Era uma vez uma princesa chamada Tainá, que foi caminhar na floresta. Lá, ela encontrou o rei Davi. Os dois foram passear juntos e viram os animais, que estavam fugindo de uma bruxa. A princesa e o rei acharam um cavalo branco, fugiram correndo, mas correram tanto que caíram e se machucaram. A bruxa os alcançou e os transformou em pedra. Mas apareceu uma fada, que quebrou o feitiço. A princesa e o rei morreram e viraram estrelas: a estrela Tainá e a estrela de Davi.

O ursinho panda
Ilustração de Thainá e Vinícius
Era uma vez um ursinho panda que estava sendo perseguido por dois caçadores. Ele correu para a mata e entrou num buraco.
Como o buraco tinha um túnel, o ursinho conseguiu sair do outro lado, mas foi picado por uma cobra, ficou tonto e desmaiou. Então apareceu um índio, que o socorreu e levou para a tribo.
O ursinho foi tratado, ficou bom e voltou para a mata, para encontrar a mãe dele. Os dois foram juntos para casa e viveram felizes.

O chapeleiro
Ilustração de Bruna
Era uma vez um chapeleiro que morava na cidade de Madalena. Mas ele não tinha condições de fazer mais chapéus, porque já estava cansado. O chapeleiro, porém, tinha um filho, que resolveu montar uma fábrica. Para isso, ele viu que ia precisar de muitas pessoas. A fábrica começou a vender tanto que passou a exportar e a comprar caminhões para distribuir a produção e a cidade começou a enriquecer. Sempre com o filho do chapeleiro no comando, a fábrica foi crescendo e ganhando vários departamentos, sendo um especial só para bonés (mas o Edimilson não comprava lá...). Começou a vir gente de fora para a cidade e a família ficou muito bem. O filho ajudava todo mundo e o pai ficou muito feliz. Num dia chuvoso, o chapeleiro morreu, tranquilo.

O morto-vivo
Ilustração de Jackson
Era uma vez um morto-vivo que estava atrás da fórmula da ressurreição.
Ele queria ser livre e conseguiu achar a fórmula, que o transformou num homem lindo. O homem arrumou uma princesa para ele e os dois foram viver juntos e felizes.
Só que a fórmula tinha um prazo de validade. Então, ele resolveu fazer tudo a que tinha direito e aproveitar o tempo que lhe restava.
Quando voltou a ser um morto-vivo, porém, ele estava mais vivo. E resolveu fazer outra fórmula, agora melhor, sem prazo de validade.
Quando conseguiu, foi um sucesso: ele filmou “Thriller” com o Michael Jackson e apareceu no mundo inteiro, no cinema e na televisão.