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domingo, 24 de fevereiro de 2013

Entre amigos e livros


Foi animada a tarde deste domingo, 24, na nossa biblioteca.  Recebemos a visita de novos amigos de Friburgo e Rio das Ostras, contamos e lemos histórias e todo mundo voltou pra casa carregando livros e filmes novos, acabados de chegar ao nosso acervo.

 Foi muito agradável receber a Marcia e o Ricardo, com os filhos Miguel e Augusto, que vieram de Friburgo especialmente para conhecer a biblioteca. Prometeram voltar logo e fazer uma contação de histórias pra nós. Também matamos as saudades da Edimara, que veio de Rio das Ostras trazendo o Pierry. Ele, aliás, fez todo mundo rir com a história do menino Davi, que ia levar frutas para os vizinhos e comia tudo pelo caminho.


A Selma Nardacci aproveitou para contar a história de outro Davi, aquele que lutou com o gigante Golias. E terminamos com a emocionante leitura do conto “Biruta”, da escritora Lygia Fagundes Telles, que narra a bonita e triste história de amor e amizade de um menino e seu cachorro – o Biruta do título.



As fotos foram feitas pela Roberta, que está se revelando um talento para a fotografia. Parabéns, Roberta!

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Natal roqueiro



A celebração de Natal na nossa biblioteca, no domingo 16, foi animada pela banda Plures, a ótima banda de rock madalenense lançada em agosto na FLIM 2012, a festa literária de Santa Maria Madalena.  

Alax, Rodrigo, Lucas e Alex – a nova formação da banda – se apresentaram no quintal da biblioteca. Foi a primeira vez que eles tocaram ao ar livre – e, provavelmente, o primeiro concerto de rock realizado na roça. 

Os meninos da Plures tiveram uma surpresa ao chegar: foram recepcionados com um criativo painel de fotos, montado no salão da biblioteca pela madrinha da banda, Ediane, com ajuda da irmã Edinalva e da mãe, Maria do Carmo. O painel contava um pouco da história da banda e do sucesso que vem fazendo na região.


A festa também contou com uma apresentação dos irmãos Carlos Alexandre e Caíque. Desinibidos e afinados, eles cantaram uma bonita canção de Natal.  

Mas biblioteca que se preza tem que ter leitores interessados nos livros, mesmo em dia de festa! Olha eles aí:




terça-feira, 5 de junho de 2012

Olha nós aqui outra vez!

Depois de três meses fechada para obras, nossa biblioteca foi reinaugurada no último domingo.  A galera voltou cheia de animação.
Fomos clicados pelo Mario Guimarães, que veio passear na roça e aproveitou para nos visitar
Teve muita brincadeira, com a participação de crianças que vieram da cidade para conhecer nosso espaço.
Foto tirada pelo Jackson, nosso jovem fotógrafo
Outra foto tirada pelo Jackson
                                    
A biblioteca reabriu com novos livros e filmes incluídos no acervo.  Tudo doação dos amigos.


O fotógrafo Jackson caprichou...

Proposta de Camila e Edinalva, aprovada pela garotada: montar uma peça baseada numa história de Clarice Lispector. A ideia é apresentá-la na FLIM, a festa literária de Madalena, em agosto. Clarice é a homenageada oficial da FLIM 2012. O texto já foi escolhido e adaptado por Camila e Edinalva. Não conto mais pra não estragar a surpresa. Uma dica: tem bicho no nome...
Esta é Clarice. Ela adorava bichos. Escreveu sobre galinha, cachorro, coelho, cavalo...


E, para terminar, vejam como ficou bonita a biblioteca com o novo telhado. Adeus, telha de amianto horrível! Adeus, calor demais no verão e frio demais no inverno! Adeus, morcegos e cupins! Obra do Lua e do Fabio, com patrocínio do David. Valeu, gente! A galera do Dezessete agradece!

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Abayomi e o mapa da cultura

Foi muito legal a oficina que a Maria do Carmo comandou na Biblioteca domingo passado. Ela nos ensinou a fazer Abayomi, as bonecas negras de pano que nasceram no Maranhão, ganharam nome africano e se espalharam pelo Brasil.

Pena que fizemos poucas fotos. Essa aí embaixo foi tirada por Camila e Carine quando poucas pessoas tinham chegado. Depois que a atividade “esquentou”, ninguém mais se lembrou das câmeras fotográficas... Até os meninos se animaram a produzir chaveirinhos com as pequenas bonecas de pano.

Mas outra novidade da biblioteca no domingo foi a visita da Sabrina e da Cris. Elas vieram do Rio para entrevistar e fotografar a garotada e as mães para o Mapa da Cultura fluminense. É um belo projeto da Secretaria Estadual de Cultura, que está mapeando as atividades culturais de cada município do Estado do Rio. Nossa biblioteca e outros projetos de Santa Maria Madalena estarão lá. Felizmente a Cris tirou muuuuuitas fotos da biblioteca e da oficina! Vamos ver tudo no site da Secretaria a partir de abril.

Para quem não sabe o que é Abayomi, reproduzimos abaixo a historinha que Letícia leu – aliás, muito bem – durante a oficina.


A história do Abayomi

"Era uma vez uma menina chamada Lena. Ela nasceu em São Luiz do Maranhão, no Nordeste do Brasil.

A mãe de Lena era costureira e a menina gostava de ficar sentada ao lado da máquina de costura, vendo a mãe trabalhar. Era o passatempo preferido de Lena, porque ela não tinha muitos brinquedos para brincar.

Um dia, olhando as sobras de pano que iam caindo no chão enquanto a mãe costurava, Lena teve uma ideia: pegou as tiras de tecido e, amarrando umas nas outras, foi dando forma a uma figura. Quando viu, tinha feito uma boneca!

Desde então, Lena nunca mais parou de fazer bonecas de pano. À medida que crescia, ela ia aperfeiçoando sua técnica, inventando novidades para tornar as bonequinhas cada vez mais interessantes. Com o tempo, muita gente começou a aparecer na casa de Lena, querendo ver, comprar e até aprender a fazer as bonequinhas. Que, aliás, são muito fáceis de fazer.

Lena já era uma moça quando decidiu dar um nome à técnica de artesanato que tinha inventado. E querem saber onde ela foi buscar o nome? Na África, lá do outro lado do mar!

Lena é descendente dos povos negros que, muitos séculos atrás, vieram da África para o Brasil. Ela sempre teve muito orgulho de suas raízes africanas.

A palavra que ela escolheu para batizar seu artesanato é Abayomi. Vem de uma língua africana chamada iorubá e significa “aquele que traz felicidade ou alegria”. (Abayomi quer dizer encontro precioso: abay=encontro e omi=precioso).

Na África, essa palavra é usada como nome de gente e serve para meninos e meninas. É um nome muito comum na África do Sul, por exemplo.

E foi assim que nasceram as bonecas Abayomi. São feitas com sobras de pano, amarradas com nós, sem o uso de cola ou costura. Representam personagens de circo, orixás da mitologia africana, figuras de contos de fada e de manifestações folclóricas e culturais. Elas são sempre negras, mas usam roupas coloridas e podem ter tantos enfeites quantos você quiser. A sua criatividade é que manda!

Vamos aprender a fazer Abayomi?”

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Uma tarde com a Íris, uma onça e um macaco

Foi uma delícia a tarde deste domingo, 1º de maio, na Biblioteca. Nossa amiga Iris Corradi, uma professora de artes e contadora de histórias cheia de recursos para nos manter atentos e interessados, veio nos contar histórias que ouviu da avó.



As crianças menores curtiram muito o conto da vaquinha e da onça. Já os jovens e as mães se divertiram com o macaco que ia pela estrada trocando coisas com quem encontrava no caminho. Depois cada um desenhou seus personagens preferidos.




A brincadeira terminou com dois sorteios de material de desenho (ganhadoras: Letícia e Mayara). A Íris também deu de presente um lápis especial para cada um dos participantes da contação. (Os meninos não ganharam nada. Quem mandou ficar jogando bola no quintal? Bem feito!).


Após o lanche, Camila e Carine fizeram uma surpresa para as mães presentes. Deram a cada uma um bonito botão de rosa de papel, que elas mesmas fizeram. Foi comemoração antecipada do Dia das Mães.


Sempre animada, nossa amiga Íris já prometeu voltar à Biblioteca. Ela vai organizar uma oficina para ensinar jovens e adultos a contar histórias para crianças. Depois que a gente combinar tudo certinho com a Íris, vamos avisar pra quem quiser participar!

terça-feira, 5 de abril de 2011

Mais livros!!

Acabamos de receber nova doação de livros, através da BCS - British Commonwealth Society. Nossos agradecimentos à Marina Hunter e aos moradores do Edificio Green Bay, no Rio de Janeiro. A Rede de Amigos da Biblioteca está crescendo. Vejam a lista completa aí embaixo, à direita. Que bom! Bem-vindos, amigos!!

Farra na Biblioteca

Foi divertida a tarde de domingo, 03/04, na Biblioteca. Camila e Carine reuniram a garotada para uma sessão de jogos e brincadeiras. Teve desde um joguinho de perguntas, tipo "qual o coletivo de estrela?", em que os acertadores eram premiados com bombons, até jogo de bola e peteca no quintal. Pena que acabou cedo! Mas foi por uma boa razão: a galera continou a farra na festinha de aniversário do Vítor.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Novos livros

Acabamos de receber nova doação de livros para a Biblioteca da Dezessete. Lorien Saviano trouxe de São Paulo diversas obras infanto-juvenis e Les Hayes trouxe diversos volumes doados no Rio por associados da BCS (British Commonwealth Society).

Valeu, pessoal! Doações são sempre bem-vindas. Vamos fazer a cultura circular, em vez de ficar na estante pegando poeira, não é mesmo?

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Natal 2010

A ideia e a organização foram da Maria do Carmo. Com a ajuda do marido, das filhas e do genro ela promoveu a festa de Natal da nossa Biblioteca, no domingo 12. Olha só como ficou bonita a mesa da festa!
A decoração teve uma preciosa ajuda da Paola, que veio do Rio a passeio e se juntou à Maria do Carmo na arrumação. Chamou atenção o belo arranjo de mesa que Paola montou com pinhas e agulhas de pinheiro catadas no jardim.
Teve um concorrido bingo para os adultos e adolescentes e uma “pescaria” para as crianças menores, com muitos prêmios para todos.

Uma parte dos prêmios foi doada pelo comércio de Santa Maria Madalena, a pedido da organizadora da festa. Já a Mara e o Rogerio doaram um globo de sorteio, que agora vai ficar na biblioteca para outros eventos. Ediane, por sua vez, ganhou um dos prêmios do bingo, mas resolveu doá-lo para duas meninas pequenas que não tiveram a mesma sorte. Valeu, pessoal!















Graças ao empenho e à generosidade de tanta gente, esta Biblioteca está cada vez mais animada!









terça-feira, 7 de dezembro de 2010

A Folia chegou!


A folia de reis Estrela do Oriente visitou a Biblioteca do Dezessete neste domingo, 05/12. Foi emocionante ver a mistura de religiosidade e brincadeira que caracteriza essa festa tão brasileira.



O grupo, de quase 20 pessoas, veio mais do que completo. Além das três meninas pastorinhas, havia os músicos, tocando sanfona, chocalho, prato, tarol e surdo, e nada menos que dois palhaços, que alegraram – e assustaram - as crianças.



Liderando o pessoal, o Sr. Zezinho, “dono” da folia; sua esposa, D. Piedade, a mestre da folia; e o Sr. João, o mestre mais experiente que está passando seus conhecimentos para D. Piedade.





Veja nas fotos e posts a seguir mais detalhes sobre a folia na Biblioteca.

Folia II – Faces da folia

Eles são os guardiães de uma cultura muito antiga, nascida do encontro de velhas tradições portuguesas, indígenas e africanas. Merecem nossa admiração e nosso respeito.





































Folia III – Coisas que aprendemos

No intervalo da apresentação, fizemos uma rápida entrevista com os foliões. Eles nos explicaram que qualquer pessoa pode integrar a folia. Mas quem entra no grupo fica com o compromisso de segui-lo durante pelo menos sete anos. Se mudar de ideia, antes de se desligar tem que acompanhar a folia em visitas a pelo menos sete casas.
Mas a maioria permanece. Um dos músicos foi palhaço durante 40 anos. Agora, deixa as brincadeiras para os mais jovens e continua na folia tocando tambor.
Mestre João contou que, se por acaso o palhaço não comparecer, a folia só pode se apresentar com 13 integrantes no máximo. É o número de participantes da Santa Ceia. Para quem não sabe, a folia de reis celebra a visita dos Reis Magos a Jesus na manjedoura e também relembra outras passagens da vida de Cristo.

Folia IV – Nosso novo projeto

Os foliões nos contaram que gostariam que alguém “escrevesse” as coisas que eles têm para cantar e contar. E assim acaba de nascer o mais novo projeto da Biblioteca do Dezessete: formamos um grupo de trabalho para registrar depoimentos e imagens - em som, fotos e vídeos - da folia Estrela do Oriente. A Ediane, que já está operando a nossa filmadora, e a Edinalva, craque no uso de gravadores, fazem parte do grupo. João Baptista também prometeu participar. Logo, logo, vamos fazer nossa primeira entrevista com os foliões.

Por falar em filmadora, assim que aprendermos a editar o vídeo vamos mostrar aqui nesta Roça de Livros o filme da apresentação na Biblioteca. Aguardem!

(Em tempo: assim que a folia acabou, a molecada danou a pegar livro. Vão aproveitar as férias escolares pra ler historinhas e romances. Muito legal!)

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Luz, câmera, ação!


Nossa próxima atividade, no domingo 26, vai ser uma oficina de video. O Daniel Ignacio vem lá de Triunfo para mostrar o video que ele fez e que foi premiado num festival.
Depois da exibição, vamos bater um papo com o Daniel sobre como é esse negócio de fazer filmes. E numa próxima oficina vamos fazer... um filme! Pois é, o Daniel prometeu que vai ensinar tudo pra gente.
Vamos nos divertir e aprender mais algumas novidades! Quem sabe descobriremos aqui novos talentos para o cinema brasileiro!

domingo, 29 de agosto de 2010

Serviço completo

As quatro histórias criadas pela galera do Dezessete na nossa oficina de julho, Brincando com as Palavras, agora ganharam ilustrações feitas pela mesma turma. Cada um escolheu a história que queria ilustrar e depois todos votaram, democraticamente, para escolher as melhores. Os vencedores foram Roberta (“A princesa e o rei”), a dupla Thainá/Vinícius ("O ursinho panda"), Bruna ("O Chapeleiro") e Jackson (“O Morto-Vivo”).
No post a seguir, republicamos cada história com sua respectiva ilustração. Vejam como ficaram bacanas!

Histórias desenhadas

Relembrando: os autores são Thainá, Davi, Jussara, Bruna, Roberta, Camila, Edinalva, Mara, Maria do Carmo, Jackson, Vinícius, Maria Aparecida, Vítor, Adimilsom, Ediane, Carine e Letícia.

A princesa e o rei
Ilustração de Roberta
Era uma vez uma princesa chamada Tainá, que foi caminhar na floresta. Lá, ela encontrou o rei Davi. Os dois foram passear juntos e viram os animais, que estavam fugindo de uma bruxa. A princesa e o rei acharam um cavalo branco, fugiram correndo, mas correram tanto que caíram e se machucaram. A bruxa os alcançou e os transformou em pedra. Mas apareceu uma fada, que quebrou o feitiço. A princesa e o rei morreram e viraram estrelas: a estrela Tainá e a estrela de Davi.

O ursinho panda
Ilustração de Thainá e Vinícius
Era uma vez um ursinho panda que estava sendo perseguido por dois caçadores. Ele correu para a mata e entrou num buraco.
Como o buraco tinha um túnel, o ursinho conseguiu sair do outro lado, mas foi picado por uma cobra, ficou tonto e desmaiou. Então apareceu um índio, que o socorreu e levou para a tribo.
O ursinho foi tratado, ficou bom e voltou para a mata, para encontrar a mãe dele. Os dois foram juntos para casa e viveram felizes.

O chapeleiro
Ilustração de Bruna
Era uma vez um chapeleiro que morava na cidade de Madalena. Mas ele não tinha condições de fazer mais chapéus, porque já estava cansado. O chapeleiro, porém, tinha um filho, que resolveu montar uma fábrica. Para isso, ele viu que ia precisar de muitas pessoas. A fábrica começou a vender tanto que passou a exportar e a comprar caminhões para distribuir a produção e a cidade começou a enriquecer. Sempre com o filho do chapeleiro no comando, a fábrica foi crescendo e ganhando vários departamentos, sendo um especial só para bonés (mas o Edimilson não comprava lá...). Começou a vir gente de fora para a cidade e a família ficou muito bem. O filho ajudava todo mundo e o pai ficou muito feliz. Num dia chuvoso, o chapeleiro morreu, tranquilo.

O morto-vivo
Ilustração de Jackson
Era uma vez um morto-vivo que estava atrás da fórmula da ressurreição.
Ele queria ser livre e conseguiu achar a fórmula, que o transformou num homem lindo. O homem arrumou uma princesa para ele e os dois foram viver juntos e felizes.
Só que a fórmula tinha um prazo de validade. Então, ele resolveu fazer tudo a que tinha direito e aproveitar o tempo que lhe restava.
Quando voltou a ser um morto-vivo, porém, ele estava mais vivo. E resolveu fazer outra fórmula, agora melhor, sem prazo de validade.
Quando conseguiu, foi um sucesso: ele filmou “Thriller” com o Michael Jackson e apareceu no mundo inteiro, no cinema e na televisão.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Delícia de brincadeira

É muito difícil contar como foi um acontecimento quando se está bem no meio dele, participando de tudo. Um repórter, quando escreve sobre algo que aconteceu, geralmente ficou de fora, apenas observando, prestando atenção em cada detalhe que depois vai descrever para o leitor, ouvinte ou telespectador. Também é comum ele contar com um fotógrafo ou cinegrafista, que fará o registro das imagens enquanto as coisas estiverem acontecendo.

No caso desta repórter aqui, as emoções atropelaram tudo.


A amiga e colega Angela Dutra deu início à oficina Brincando com as Palavras na Biblioteca do Dezessete, contando — e mostrando no mapa — a trajetória da Língua Portuguesa até chegar ao Brasil e se transformar no que é hoje. Quando ela me chamou para mostrar como as palavras podem dar asas à imaginação, comecei a ser apresentada aos frequentadores do Dezessete, a me entrosar, me envolver e a me surpreender com eles por mil motivos — entre os quais a simpatia com que me receberam, a criatividade que expressavam cada vez mais e mais e a riqueza de vocabulário.

Esta foi surgindo na proposta de se demonstrar, com a participação de todos, como qualquer um pode criar uma história — e, da brincadeira, acabaram nascendo quatro, sendo que a terceira ainda contou com a colaboração da própria Angela e da Leida, vizinha da Biblioteca que foi visitar o lugar e seus criadores, o casal David e Terezinha, amigos mais que especiais.


As surpresas não pararam por aí. A outra proposta era encontrar o máximo de palavras “escondidas” em duas palavras grandes. E também descobrir que palavras eram essas, pois as letras estavam embaralhadas em cartazes separados. Dividida em dois grupos — maiores e menores de 13 anos, com três mães distribuídas entre eles para equilibrar o número de participantes — a garotada, em pouco tempo, encontrou quase o mesmo número de palavras que a “autora” da brincadeira — eu — levou dias pensando e anotando no papel!

Logo no início, Jackson encontrou “pássaro”, abrindo caminho para Edinalva ganhar um brinde por decifrar a palavra-chave do seu grupo, “passarinho”. No lado dos mais jovens, Letícia também não demorou a ser premiada por achar “borboleta”. A brincadeira, no entanto, continuou e chegou ao empate técnico de 39 palavras a 38 — e só foi interrompida porque já ia escurecer e ainda havia um gostoso lanche à espera dos brincantes (eu aí incluída).


Alguém então lembrou à “repórter” que a máquina tinha ficado esquecida no fundo da mochila — e as fotografias, ao contrário das palavras, acabaram sendo poucas. Desculpe, pessoal, mas estava tão bom que esqueci da vida. Aprendi palavra nova — “boleba” (o mesmo que bola de gude) — e muitas outras coisas — algumas até mesmo sobre mim, pois foi minha estreia nessa atividade, que espero repetir. Foi uma delícia brincar com vocês!

Contando histórias

Criação coletiva dos participantes da oficina Brincando com as Palavras, realizada no dia 25 de julho, as histórias abaixo estão na ordem em que foram feitas e identificadas pelo nome de seus protagonistas.

Seus autores são: Tainá (participação afetiva — por ser a menorzinha da turma, foi ninada pelas criações dos colegas), Davi, Jussara, Bruna, Roberta, Camila, Edinalva, Mara, Maria do Carmo, Jackson, Vinícius, Maria Aparecida, Vítor, Edimilson, Ediane, Carine e Letícia.

A princesa e o rei
Era uma vez uma princesa chamada Tainá, que foi caminhar na floresta. Lá, ela encontrou o rei Davi. Os dois foram passear juntos e viram os animais, que estavam fugindo de uma bruxa. A princesa e o rei acharam um cavalo branco, fugiram correndo, mas correram tanto que caíram e se machucaram. A bruxa os alcançou e os transformou em pedra. Mas apareceu uma fada, que quebrou o feitiço. A princesa e o rei morreram e viraram estrelas: a estrela Tainá e a estrela de Davi.


O ursinho panda
Era uma vez um ursinho panda que estava sendo perseguido por dois caçadores. Ele correu para a mata e entrou num buraco. Como o buraco tinha um túnel, o ursinho conseguiu sair do outro lado, mas foi picado por uma cobra, ficou tonto e desmaiou. Então apareceu um índio, que o socorreu e levou para a tribo. O ursinho foi tratado, ficou bom e voltou para a mata, para encontrar a mãe dele. Os dois foram juntos para casa e viveram felizes.

O chapeleiro
Era uma vez um chapeleiro que morava na cidade de Madalena. Mas ele não tinha condições de fazer mais chapéus, porque já estava cansado. O chapeleiro, porém, tinha um filho, que resolveu montar uma fábrica. Para isso, ele viu que ia precisar de muitas pessoas. A fábrica começou a vender tanto que passou a exportar e a comprar caminhões para distribuir a produção e a cidade começou a enriquecer. Sempre com o filho do chapeleiro no comando, a fábrica foi crescendo e ganhando vários departamentos, sendo um especial só para bonés (mas o Edimilson não comprava lá...). Começou a vir gente de fora para a cidade e a família ficou muito bem. O filho ajudava todo mundo e o pai ficou muito feliz. Num dia chuvoso, o chapeleiro morreu, tranqüilo.


O morto-vivo
Era uma vez um morto-vivo que estava atrás da fórmula da ressurreição. Ele queria ser livre e conseguiu achar a fórmula, que o transformou num homem lindo. O homem arrumou uma princesa para ele e os dois foram viver juntos e felizes. Só que a fórmula tinha um prazo de validade. Então, ele resolveu fazer tudo a que tinha direito e aproveitar o tempo que lhe restava. Quando voltou a ser um morto-vivo, porém, ele estava mais vivo. E resolveu fazer outra fórmula, agora melhor, sem prazo de validade. Quando conseguiu, foi um sucesso: ele filmou “Thriller” com o Michael Jackson e apareceu no mundo inteiro, no cinema e na televisão.